Tragédia em Minas Gerais: número de mortos por temporais em Juiz de Fora e Ubá chega a 36
- William Santos
- 25 de fev.
- 2 min de leitura
O risco de novos temporais segue alto em Minas Gerais. Segundo a Defesa Civil estadual, ainda são esperadas tempestades nesta quarta-feira, com acumulados de até 40 milímetros de chuva, rajadas de vento superiores a 70 km/h e possibilidade de granizo.
Em Juiz de Fora, o volume acumulado já chegou a 584 milímetros, tornando fevereiro o mês mais chuvoso da história do município — mais que o dobro do esperado para o período. As chuvas começaram na noite de segunda-feira (23) e provocaram deslizamentos em diversos bairros.
Já em Ubá, a prefeitura informou que choveu 170 milímetros em cerca de três horas e meia. O Rio Ubá atingiu a marca de 7,82 metros, agravando os alagamentos e deslizamentos na cidade.
Até o momento, o número de mortos nas duas cidades chega a 36. Em Ubá, pelo menos sete pessoas morreram desde o início do temporal. De acordo com o Corpo de Bombeiros, seis vítimas morreram em decorrência de enchentes e deslizamentos. A sétima vítima foi um homem, com idade entre 45 e 55 anos, que acabou eletrocutado ao passar por um ponto com fio energizado enquanto estava na água. Ainda há pessoas desaparecidas.
Em Juiz de Fora, a tragédia também deixou um rastro de dor e mobilização. Pelo menos 208 pessoas foram resgatadas com vida pelo Corpo de Bombeiros nas cidades da Zona da Mata atingidas pelas chuvas. As equipes seguem atuando com nove frentes de trabalho nas operações de busca e salvamento.
Um dos episódios que simbolizam a solidariedade em meio ao caos foi o resgate de um bebê no Bairro Industrial, durante a enxurrada que tomou conta da região.
Entre as vítimas está o menino Bernardo Lopes, de apenas 11 anos. Promessa do futebol, ele participava de torneios por uma escolinha da cidade e compartilhava nas redes sociais troféus, medalhas e lances que demonstravam seu talento.
Também estão entre os mortos estudantes, uma profissional vinculada à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), uma trabalhadora do Demlurb e um policial penal que chegou a ser resgatado no Bairro Paineiras, mas não resistiu. Foram identificadas ainda as vítimas Kallebe Marques Reis dos Santos, Ramom Rafael Araújo de Almeida e Liana Martins de Paula, que morreu ao lado da mãe, Ivana Martins de Paula, e da irmã, Iara Martins de Paula.
Congonhas também registra alagamentos
A forte chuva registrada na noite de segunda-feira (23) em Congonhas, localizada na região Central do estado, também provocou transtornos. Com acumulado de 30 milímetros em apenas meia hora, o temporal causou alagamentos em diversas vias e residências, que ficaram tomadas por água e lama.
A Defesa Civil registrou ocorrências em bairros como Praia, Residencial, Alvorada, Zé Arigó, Jardim Profeta e Vila Andreza, contando com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar nas vistorias e atendimentos às áreas afetadas.
As cidades atingidas vivem dias de luto, comoção e mobilização, enquanto as autoridades seguem monitorando as condições climáticas e mantendo equipes em alerta para novas ocorrências.
William Santos




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