top of page
Buscar

Conflito na Venezuela: forças americanas anunciam captura de Maduro

  • Foto do escritor: William Santos
    William Santos
  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de jan.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças militares norte-americanas realizaram uma ofensiva de grande escala na Venezuela, a qual teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro, retirado do país por via aérea juntamente com sua esposa, Cilia Flores. Explosões foram registradas em Caracas durante a madrugada.


Reprodução/Divulgação Casa Branca
Reprodução/Divulgação Casa Branca

Em resposta, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou desconhecer o paradeiro do chefe de Estado e de sua esposa, exigindo a apresentação de uma “prova de vida” do casal. A autoridade classificou a ação como uma grave agressão ao país caribenho. Na sequência, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das forças de defesa em diversas cidades.

Reprodução/Divulgação redes sociais/inteligência artificial (IA)
Reprodução/Divulgação redes sociais/inteligência artificial (IA)

O episódio provocou reações divergentes no cenário político e nas redes sociais. Setores da direita celebraram a suposta prisão de Maduro, afirmando que a medida representaria a “libertação do país”. Parte dessas manifestações buscou ainda associar a imagem do líder venezuelano à do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém relação histórica, apesar do distanciamento observado no atual mandato. Em sentido oposto, representantes da esquerda classificaram a ação como um “crime” e uma “agressão” dos Estados Unidos, apontando possível violação do direito internacional e alertando para o risco de instabilidade regional.

No Brasil, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou a ofensiva militar norte-americana. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a ação representa uma “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e ultrapassa uma “linha inaceitável”. Segundo o chefe do Executivo, “os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente estabelecem um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”, acrescentando que “atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um cenário de violência, caos e instabilidade, no qual a lei do mais forte se sobrepõe ao multilateralismo”.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em imagem divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ter capturado o líder venezuelano. O governo da Venezuela exige prova de vida e denuncia agressão militar. Reprodução : Redes Sociais Presidente Donald Trump
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em imagem divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ter capturado o líder venezuelano. O governo da Venezuela exige prova de vida e denuncia agressão militar. Reprodução : Redes Sociais Presidente Donald Trump

A reação internacional também incluiu manifestações de governos estrangeiros. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar “profundamente preocupado” com a ação militar dos Estados Unidos e defendeu a retomada do diálogo diplomático. No Chile, o presidente Gabriel Boric condenou o ataque e reiterou a defesa dos princípios do direito internacional, em especial o da não intervenção, criticando o uso da força como instrumento de resolução de conflitos.

De acordo com informações divulgadas no início de dezembro por fontes diplomáticas, Nicolás Maduro teria descumprido um ultimato do presidente Donald Trump para deixar o poder. À época, o mandatário venezuelano teria solicitado anistia para familiares e integrantes do regime, além da retirada de acusações junto ao Tribunal Penal Internacional, pedidos que teriam sido rejeitados pelo governo norte-americano durante conversa telefônica.

Reprodução: YouTube

William Santos

Comentários


bottom of page