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Vistoria em Congonhas identifica carreamento de resíduos da CSN que atingiram o rio Santo Antônio

  • Foto do escritor: William Santos
    William Santos
  • 28 de jan.
  • 2 min de leitura

Reprodução/Divulgação
Reprodução/Divulgação

A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, informou que vistorias técnicas realizadas entre os dias 23 e 27 de janeiro não identificaram rompimento, extravasamento ou anormalidades estruturais em barragens ou em outras estruturas da CSN Mineração. As inspeções tiveram caráter preventivo e foram realizadas após denúncias recebidas pelo município.

Segundo a Prefeitura, apesar de não haver falhas estruturais, a fiscalização constatou carreamento de resíduos da atividade minerária causado por deficiências nos sistemas de drenagem interna, intensificadas pelas fortes chuvas. No dique de Fraile, no bairro Plataforma, foi identificado carreamento significativo de material, o que motivou a exigência de adequações estruturais para ampliar a capacidade de suporte da estrutura e evitar riscos de extravasamento. Já na Cachoeira de Santo Antônio, no Parque da Cachoeira, também foi observado o arraste de material em direção ao rio Santo Antônio.

O município classificou os danos ambientais como de natureza moderada e informou que adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a lavratura de autos de infração e o acompanhamento técnico contínuo das áreas afetadas. A Prefeitura ressaltou ainda que não houve risco à integridade física da população e que o monitoramento seguirá de forma permanente durante o período chuvoso.

Em nota, a CSN Mineração afirmou que mantém diálogo permanente com as autoridades e reiterou que não houve falhas em estruturas de barragens. A empresa sustenta que o material carreado decorre da drenagem de estradas de terra, acessos e do arraste de galhos causado pelas chuvas, sem relação direta com suas atividades operacionais, e destacou que as intervenções fazem parte de seu plano de chuvas, voltado ao reforço da segurança.

Apesar da ausência de rompimento estrutural, o episódio reacende preocupações históricas entre moradores de áreas a jusante de barragens em Minas Gerais. Mesmo sem colapso de estruturas, falhas de drenagem e a movimentação anormal de resíduos reforçam a desconfiança da população e evidenciam a necessidade de fiscalização rigorosa, transparência institucional e políticas efetivas de prevenção de riscos, capazes de garantir segurança ambiental e social de forma permanente.

Desde as primeiras horas da manhã, veículos de imprensa como O Tempo, Jornal Hoje em Dia e o g1 passaram a noticiar o caso. Inicialmente, outros meios de comunicação trataram o episódio como a possibilidade de um terceiro rompimento.

No entanto, após a divulgação de nota oficial da Prefeitura e da CSN, foi confirmado que não houve rompimento, mas sim carreamento de resíduos da CSN, que atingiram o rio Santo Antônio.


William Santos

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